Então, é como cd, vinil, HQ… Livro a gente quer emprestar, quer dizer que leu-adorou-e-adoraria-emprestar. A gente nina aquela idéia do outro, ama suas considerações, ou reza para nunca mais “topar com nada na vida daquele autor novamente” (Paulo Coelho fez isso comigo). Eu gosto de saber o que andam lendo por aí e acho que já topei com tanta coisa legal que nunca me negaria a fazer um merchan ‘de grátis’. Dar uma de Gutemberg também foi uma das razões de eu ter escolhido a profissão Jornalista.
1.
O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde) – Não é muito difícil entender porque amo tanto essa obra, embora, incrivelmente, não haja nada de muito inovador no argumento do livro: rapaz troca a alma por beleza e juventude eterna. Fausto já existia, assim como religiosos altamente capacitados na arte de amendrontar utilizando a palavra do demônio e molecas aqui e alí eram queimadas por ditas amizades com o belzebú. O que me chocou (Chocar mesmo, de você ficar meio com cara de Macaulay Culkin em “Esqueceram de Mim”) foi o universo kitsch totalmente desproporcional, mas facilmente compreendido pela minha cabecinha adolescente. Como aquele mundo era interessante e lindo… Tudo é meio “Strike a Pose”: cada aforismo é um resumo de vida, cada frase gera um debate, cada cenário descrito esconde um universo frio e triste. Sabe aqueles diálogos longos de filme, daquele tipo que a gente nunca consegue travar na vida real? Assim meio Gilmore Girls? Foi Oscar quem criou, com certeza. Nunca fiz pesquisa sobre isso. Mas… Era final dos anos 1800 (1890 para ser bem precisa), e ele já era Pop! Cheio de referências e nunca, nunca, nunca descendo do salto, mesmo quando o ofendiam “moralmente”. O interessante é que eu sempre via o oposto em cada palavra escrita pelo homem que sofreu pelo amor de Bosie. Oscar criou um mundo estrelado e colorido num universo cinza, sodomita e trágico. E você não quer parar de ler. Basta começar. É triste que não nasceu ainda o diretor competente que vai conseguir fazer uma boa adaptação para o cinema da obra de Wilde. Ele era pop, mas sua escrita não era nada cinematográfica. Nada resumida. Seus diálogos são longos, ágeis verbalmente, mas de poucos cenários. Ele escrevia peças. Amava o teatro. É triste a Síndrome de Machado de Assis (Textos que encontram muita dificuldade em serem transpostos para as telonas e telinhas), mas vão superá-la. Eu tenho certeza. Ou seja, para você, leitor, não tem saída: ou lê ou fica aí gagá esperando a versão cinematográfica.

Eu simplesmente amo esse livro. Já até escrevi sobre ele no meu blog.
Não posso dizer que é o número 1 (porque não sei qual é ele..rs), mas, se tivesse que listar, certamente, estaria entre os 5 melhores que li na vida.
legal o seu blog! e quero o blush tb! rs