John Cusack está velho.
Não que eu também não esteja velha, mas John Cusack sempre foi meu anti-herói adolescente, jovem, turrão, canastrão…
e ele está velho. Perdi o fio da meada assistindo ao filme “Martian Child” (2007), de Menno Meyjes (que eu não sabia quem era há cinco minutos), simplesmente porque não conseguia tirar os olhos das bolsas do tempo penduradas sobre os olhos de capitu do irmão da Joan Cusack, que, pra variar, faz papel da irmã de John também nesse filme (cujo título no Brasil é “Ensinando a Viver”). A história do filme não interessa ao caso, assim como o próprio Jonh Cusack. O que não consegui parar de pensar depois de olhar para as bolsas sobre os olhos do John e lembrar que ele fez o maravilhoso “Alta Fidelidade”, de Stephen Frears,foi: “Qual a razão de não tocarem músicas específicas em nossas caixas de som da vida nos momentos mais importantes, ou que a gente acha que são importantes pelo menos naquela horinha em que ele está acontecendo, dessa mesma vida?”.
Todo filme que Cusack faz, pelo menos os indies, tem aquela trilha sonora matadora, que sempre toca a música-certa-no-momento-certa e sempre a música certa que toca é uma do Dylan, por exemplo. Clássico. O efeito música-certa-no-momento-certo é tão crucial para o filme, seus personagens e para a gente enquanto espectadores que deveria ter sido inventado não por humanos, no cinema, mas por seja lá quem tornou possível a nossa vida na terra. Diga aí se não seria genial naquele momento fatídico, como quando eu fiz minha professora do Infantil correr que nem uma louca atrás de mim porque eu não queria tomar banho (tava toda melada de tinta da aula de “Artes” e me achando o máximo), começar a tocar “Born to Raise Hell“, do Motörhead. Ou quando eu, cheia de medo, passei mal na primeira vez que fiquei responsável por uma matéria especial do jornal. Matéria especial é daquelas que você vê a página inteira, cheia de fotos, sabe? Foram muito cruéis comigo. Logo na primeira semana que eu cheguei (Primeiro emprego… Recém saída da facul) já me enfiaram uma matéria Especial. Depois de mim, nunca mais ví alguém receber uma tarefa dessas… Anyway, já pensou se nesse momento de dúvida começasse a tocar “Muzzle”, do The Smashing Pumpkins, uma das minhas músicas preferidas no universo e que resume exatamente porque Billy Corgan deixou a sua marca na testa dos anos 90?
I fear that i’m an ordinary just like anyone
to lie here and die among the sorrows
adrift among the days
E agora, agora que tou aqui fazendo um zilhão de trabalhos da facul (ela de novo)? Faculdade essa de Direito que emprega no rosto dos alunos a imagem de que eles querem ter o Direito de receber o salário de um procurador, de um juiz… O que poderia tocar?
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
E cadê a esmola que nós damos
Sem perceber que aquele abençoado
Poderia ter sido você
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Até quando esperar a plebe ajoelhar
Esperando a ajuda de Deus
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Posso
Vigiar teu carro
Te pedir trocados
Engraxar seus sapatos
Sei
Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Até quando esperar
A plebe ajoelhar
Esperando a ajuda do divino Deus
Até Quando Esperar…
Plebe Rude
E agora o final de verdade que tem algo a ver com o fato de eu ter comentado que Jonh está velho: eu reconheço que também já não tenho mais 15 anos. Então, será que devaneios como esses vindos de uma “mulher”, de 25 anos, que já é Jornalista e estuda Direito são descabíveis? E aí eu me sinto como o pequeno marciano e seu pai monstro e peço a todos vocês que assistam a “Ensinando a Viver”. O final é piegas e totalmente fora dos limites (totalmente roteiro Syd Field), mas, ainda assim, vale a pena.



John Cusack is grown up.
You want to see old — wait till you see yourself 45 years from now. That’s old. Let’s hope at that point you are also grown up: not everyone is luckty enough to grow up — though everyone gets old.
Anna,
You are the one who needs to grow up… Learn something more… One thing you surely need to know is: learn or know things before you let shit come out from your mouth.
If you knew how to speak Portuguese, you would know that I love Cusack, that I talked about me beeing old as well as about Cusack been old. And, of course I’ll be old in 45 year you dumb fuck! I’m 26…
Old, grown up… Just words. You must be the one who have issues about been old/grown up or else you would not be saying shit in someone’s blog.
OLD… Grown UP… They are just words for those whom are not afraid of the passing of the years… Which is not your case. Here, we dont have a word for Grown Up… The one we do have, doesnt match what I wrote about.
What do you do for a living: Wait for your mathers’, husband’s, whoever’s money? Go find someting to do instead of been here… Writing shit.
That is just logic.
I know you dont have a single idea about what I wrote in this text…
Dont bother to answer.. I wont allow your comment.